Mergulho no espelho que o tempo moldou,
E vejo nos olhos a estrada que foi.
O verde que visto é o mesmo que sou: A força da vida que o vento não dói.
No peito, a estrela de pedra reluz,
Farol do passado que ancora o agora. A linha do tempo que a alma conduz,
Resgata a menina que não foi embora.
Sorriso maduro, de traço sutil,
Que guarda segredos de rimas e dor,
Tecendo os retalhos de um tempo sutil, em versos de mim, com traços de amor.
O longe é perto se a mente recorda,
O ontem se faz melodia presente. E a voz do silêncio, que em mim se acorda,
Poetiza a história que trago na mente.
Vânia Moreira Diniz


