Vou andando, procurando aquela casa
que me abrigou em tempos remotos.
Brincadeiras, aniversários e datas
que hoje recordo com tanta saudade,
perto do mar, do colégio e dos passeios.
Tudo era tão natural que não percebíamos…
Só agora, lembrando, entendo os dias felizes
que jamais voltarão; e a casa barulhenta
me faz sorrir e chorar, recordar e agradecer.
Dias de união, pequenas desavenças
e a vida inteira pela frente.
Desejava, por dez minutos, poder reviver ali.
Ah, se na infância pudéssemos calcular
o quanto a felicidade nos acolhia!
Mas o tempo passou como vento rugindo,
levando cada um de nós para um destino…
Pai, aquele abraço eu não esqueço.
Trago no coração e na memória nossas lágrimas se misturando, cristalizadas para sempre no amor;
neste momento, o que restou foi a saudade.
Pai, eu te procuro e recordo as risadas,
os folguedos e até os castigos
que fizeram a menina tão feliz
naquela casa e no quintal em que corria.
Trago teus ensinamentos, jamais esquecidos,
nesta eterna gratidão que guardo no peito.
Vânia Moreira Diniz (Vânia Arraes Moreira)


