Desde 01 de Março de 2022

Dos versos & poses dela

Vânia Moreira Diniz

De Luiz Alberto Machado
Para Vânia Moreira Diniz

DOS VERSOS & POSES DELA – Lá estava ela latejante e terna acomodada confortavelmente ao chão com seus olhos de manhãs enclausuradas nos interstícios da viuvez, tão famélicos quanto pedintes às vorazes súplicas e ternos convites ao conluio dos corpos, como se ensinassem os tantos e muitos passos do amor. Lá estava com o sorriso enluarado de estrelas faiscantes como se ousasse abocanhar escondendo a língua ondulatória e insana das mais expressivas promessas de céu e paraísos faustos de lambeduras e chuchares a sorver o as gotas salpicadas da glande inchada de ereção, ávida da seminal explosão do prazer. Lá estava com seus seios abastados de todos os amparos mais aconchegantes nos abraços de cativantes paradeiros e a levarem às curvas de contornáveis mares dantes navegados por noitedias insones de extremados prazeres de idas e voltas reiteradas, a permitir serpentear as sinuosidades de sua carne excelsa, a me provocar zis astúcias tentadoras de quem se joga à espera do prazer nos seus pés descalços de tantos passos que ensaiam as pernas que se perderam enroscadas às minhas errantes horas de chegar e partir para nunca mais. Lá estava ela com suas coxas vertiginosamente chamativas de escâncaras e gulodices para o treino peripecial das escaladas mais íngremes e exitosas, com todas as boas vindas ao teimoso explorador de todos os territórios mais longínquos. Enfim, lá estava ela como se me desse por regaço a mina de todas as câmaras paradisíacas, por guarida da minha venturosa posse aos segredos e tesouros iniciáticos para estupenda revivescência da plenitude de sucessivos orgasmos. Lá estava ela com mil poses de dares e tomares para minha cobiça gulosa seja incendiada com o que sussurra a se dizer bruxa – a mais linda entre deusas e profanas, a sonhar acordada soltando loas e versos picantes no meio de uma saudade que jura se perder desolada e seminua pelo chão, enquanto se ajeita manhosa só para me enlouquecer. Disso não olvidei nem me fiz de rogado, nela mergulhei para me empanturrar na sua entrega inebriante. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados

Luiz Alberto Machado

Conteúdo atualizado pela equipe Essenciar

Compartilhar Artigo:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
RELACIONADOS

Você também pode gostar

vania-moreiradiniz-artigo-poesias

A Métrica do Reencontro

Venho em busca da paz que o peito suplica,enquanto a alma transborda na quietude do instante,passos errantes por espaços perdidosno emaranhado de sombras que se

Resgate Essencial

Tudo estava muito escuro. Eu não conseguia enxergar nada ao meu redor. Percebia apenas ruídos indistintos no ar — e até mesmo esse leve rumor

03) Retorno ao Caminho Atravessado

Estou retornando ao caminho já trilhado,preciso sentir o pulsar das antigas emoções.Talvez a memória já não guarde o mapa exatodas decisões tomadas na vertigem dos