Rio de Janeiro, berço querido que me viu nascer,
Linda, maravilhosamente encantada e arrebatadora!
Praias infindas que sussurram segredos ancestrais,
Na poesia misteriosa de sua sedução fascinante.
Avenida Atlântica que de alento preencheu meus dias,
Enquanto eu crescia em comunhão com o deslumbramento
Dos coqueirais imponentes que moldam a moldura
E a elegância gentil da histórica Rua Paissandu.
Rio de Janeiro, que transborda em pulsação e alegria,
Embora as sombras e tristezas caminhem a tão poucos passos…
Sob a filosofia receptiva do Cristo Redentor, que doutrina
A proteção que nos ampara quando andamos desorientados.
Rio de Janeiro, jamais encontrarei outra par,
Que me faça amar tanto o horizonte, o infinito céu,
As calçadas sonhadas, os bares de boemia repletos,
E as pessoas que trazem no sorriso o orgulho e o encanto
De pertencer a esta cidade maravilhosa e tão cobiçada.
Rio de Janeiro! A saudade me estreita ao teu peito e me conduz
Às doces recordações que o tempo jamais há de olvidar.
Desejado reduto de uma benéfica loucura, resguardada
Nos cantos de cada avenida da mítica Copacabana.
Minha cidade alma, de amigos raros que simbolizam
Juventude, alegria e amor: trindade mágica e sublime.
Anos dourados cuja sedução entorpece a memória constante,
E eterniza, no encantamento dos dias vividos e esperados,
Uma perene singeleza de absoluto prazer.
Vânia Moreira Diniz


