Desde 01 de Março de 2022

Aprendi a sorrir 

Vânia Moreira Diniz

A primavera está aí. Linda, clara, com o sol quente, que nos preserva de tristezas e nos ensina a viver o triste com alegria. E a sorrir mesmo chorando. É nesse exato momento que estou. Não me importo de desnudar minha alma. Eu faço isso desde muito pequena quando descobri a escritora dentro de mim.
Além do amor à escrita em todas as suas facetas ela também me gratifica porque é uma autoterapia. Vivi muito entre psiquiatras, psicólogos ou pessoas que conduzem a o emocional. E escrever para mim me condiciona a soerguer-me em momentos muito dolorosos. E não reconheceríamos as alegrias se não existissem tristezas.
Não estou triste, mas passando por momentos difíceis o que não me impedem de viver acontecimentos felizes. E a primavera me faz bem em qualquer época. Sou filha da primavera porque vim ao mundo na plenitude dessa estação maravilhosa.
Posso dizer que a natureza me dá força e quando abro a cortina pela manhã e vejo tanta beleza, seria até um contraste não receber com um sorriso de agradecimento esse mundo que nos hospeda com tudo que foi criada e eu automaticamente imagino que seria uma ingratidão. E tenho que também agradecer respeitosamente porque nasci numa família que me amou, foram mestres na acepção da palavra e acho que aprendi com eles a interpretar a palavra amor, solidariedade, e e a olhar suavemente para alguém que estivesse sofrendo. Ensinaram-me também que às vezes ao ajudar quem precisa de uma palavra ou um sorriso só trará benefícios para suavizar nossa própria dor. E não só falaram, mas mostravam isso tudo pelo exemplo. E a minha gratidão me conduz a esses caminhos.
Na verdade devo ainda agradecer ter sido orientada em todos os momentos da minha infância e terem me ensinado o valor das palavras, dos livros e do aprendizado sadio.
Aqui fico eu num momento difícil, mas não infeliz porque a vida mesmo nessa fase está me premiando com concretizações sonhadas e vividas.
Vânia Moreira Diniz


Conteúdo atualizado pela equipe Essenciar

Compartilhar Artigo:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
RELACIONADOS

Você também pode gostar

vania-moreiradiniz-artigo-poesias

A Métrica do Reencontro

Venho em busca da paz que o peito suplica,enquanto a alma transborda na quietude do instante,passos errantes por espaços perdidosno emaranhado de sombras que se

Resgate Essencial

Tudo estava muito escuro. Eu não conseguia enxergar nada ao meu redor. Percebia apenas ruídos indistintos no ar — e até mesmo esse leve rumor

03) Retorno ao Caminho Atravessado

Estou retornando ao caminho já trilhado,preciso sentir o pulsar das antigas emoções.Talvez a memória já não guarde o mapa exatodas decisões tomadas na vertigem dos