Os traumas e choques, do passado ou presente, nos causam sofrimento. É a prova de que temos sensibilidade e a alma se ressente. Se hoje os descrevo, é porque encontrei nesta escrita minha autoterapia.
Tive incontáveis momentos de felicidade, afinal, a vida é feita de ciclos. Desejo deixar, quando me ausentar, o registro da minha jornada, nas fases de mar calmo e de turbulência. Vivo o cotidiano na sua essência, amparando aqueles que necessitam. Tenho a certeza de que encontro conforto e lealdade nos amigos fiéis. Acredito plenamente nisso.
Amo o calor do sol, admiro o céu vasto, o brilho das estrelas, o viço das árvores, a cor das flores. Alegro-me com a primavera exuberante que tanto estimo. Devo confessar que a existência não se constrói apenas de júbilos ou pesares. Alegria e tristeza se manifestam para compor a diversidade da vida. Os ciclos, que parecem opostos, nos renovam a esperança de que vale a pena viver em plenitude.
Como escritora, costumo expor a alma, sentindo realizar um propósito maior. Deixo aos descendentes e gerações vindouras um modo de perceber o mundo e se empenhar por um futuro promissor.
Adoro criar prosas e poesias, paixão que me acompanha desde a infância. Tenho convicção que, mesmo narrando adversidades, podemos encontrar felicidade; júbilo e dor são elementos da condição humana. É possível ser feliz carregando mágoa, ou sentir melancolia em meio às alegrias. Isso reflete o temperamento de cada um e a sabedoria do Criador.
Posso afirmar que, mesmo numa fase exigente, permaneço feliz. É uma dança constante de antagonismos. Este é o meu prisma. Receber um sorriso sincero é um elixir reconfortante. A nossa jornada terrena é isso. Que possamos encarar os desafios, pois nossa travessia é tecida de narrativas. Toda história carrega consigo um ensinamento valioso.
Vânia Moreira Diniz – 02/02/2026



