Em versos, a alma busca a liberdade,
Romper os laços que a prendem à verdade.
O coração anseia por horizontes,
Para desbravar, enfim, desejos latentes.
Livre, alça voo e testemunha a vida,
Em busca da estrela, a guia querida.
Em espaços vastos, a mente navega,
Em mundos distantes, a alma se entrega.
Em cada recanto, a imaginação floresce,
Construindo o real que a experiência tece.
Em cada dia, a memória se revela,
Preservando o vivido em aquarela.
A alma busca em si a plenitude,
Na solitude, encontra a exatidão.
A saudade, enfim, se esvai,
Na lucidez, encontra a razão.
No lugar do peito, a máquina a pulsar,
Controlando emoções, sem vacilar.
Dando ênfase ao querer, sem hesitação,
Substituindo o sentir em cada estação.
Os doces sentimentos em desapego,
O amor, em frias palavras, a se entregar.
A paixão, sem o calor da alma a vibrar,
E a lua, sem o seu brilho a iluminar.
O querer, mera condição,
Em desejos que pulsam em erupção.
O amor, hóspede fiel, a permanecer,
E a sensibilidade, eterna, a persistir.
Em rimas, a alma enfim se revela,
Buscando a liberdade que a torna bela.
Em cada verso, um sonho a florescer,
De ser livre, para sempre, e renascer.
Vânia Moreira Diniz


