Atualmente, dedico atenção especial aos meus pensamentos, evitando que o sorriso seja apenas um mecanismo de defesa para amenizar a dor. Meu cérebro e meu coração preservam acontecimentos que abrangem toda a minha trajetória — dos mais remotos aos mais recentes — envolvendo-me em uma sensação de amparo e plenitude. Vivo o dia a dia com consciência porque, após muitas reflexões, aprendi a acolher cada instante com entusiasmo. Tenho a certeza de que, entre alegrias e tristezas, é necessário encontrar as fases mais alvissareiras para, enfim, constituir o marco da minha história.
Essa não é uma análise passageira. Quando me equivoquei, compreendi que não cabe questionar os outros, mas sim a mim mesma, pois fui eu quem conduziu tais experiências à realidade. Por essa razão, o sentido da vida tornou-se um alerta, permitindo-me caminhar com menos impulsividade. O destino me guia entre acertos e erros, enriquecendo meu interior com memórias saudáveis. Embora o processo sofra interrupções, a maioria das vivências me traz sabedoria.
Ultimamente, permito que a vida flua, sentindo uma leveza que acalma os momentos de turbulência. A própria existência parece conhecer os atalhos para que eu não me perca entre os altos e baixos do caminho. Sigo sem me perturbar e, como Scarlet O’Hara no célebre E o Vento Levou, lembro-me de que “amanhã penso nisso”. Desde a juventude, adotei essa filosofia como uma estratégia eficaz para minha saúde mental. Nem sempre é simples, mas, com a prática, executo essa técnica com eficiência, tornando minha estrada mais suave e voltada à positividade do saber viver.
Este é um dos truques que utilizo para compreender o verdadeiro sentido da vida: não em busca de uma perfeição inalcançável, mas com a disposição de desconstruir o que torna a trajetória mais difícil, escolhendo trilhar um caminho mais prazeroso.
Vânia Moreira Diniz


