Luiz Alberto Machado
Abraço meu cabe tudo e todos.
Sou solidário, pretíndio, mamelucescuro, pernambrasil, Terra e nada mais que mais um nesse UM que somos todos nós.
Sou pra quem vive sem pisar a memória de todos os nossos mortos, porque deles somos e nos fizeram pra sermos melhores.
Sou pra quem leva a ternura no afeto e o direito de ser por todos.
Sou pra quem faz da voz o canto do peito a suplantar a extensão da mudez e a indiferença dos surdos.
Sou pra quem traz no abraço a força amiga dialógica.
Sou pra quem leva nas mãos estendidas o apreço de sempre solícito recolher todos os desabrigos das noites escuras.
Sou pra quem ri ou chove choros – viver dói e sangra e muitos às quedas pro nocaute de cima ou de qualquer lado dos hemisférios, esteja onde estiver, será sempre bem-vinda a sua presença.
Sou pra quem sonha de olhos abertos ou procurando no seu voo seus anseios de viver.
Sou pra quem ama ou se perde entre tristalegres momenteventos, tudo passa, só o coração fica na capacidade de amar.
Sou pra quem tiver amor e nada mais que isso, o amor nos basta pra fazer valer a vida além de nossas possibilidades.
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