Hoje foi um dia em que caminhei sem entender exatamente aonde ia. Levantei-me, para realizar algumas metas e com o passar do dia fui anotando em meu cérebro, tantos acontecimentos que me detive em reflexões sucessivas. O que mais me prendeu em pensamentos diversos foi que ontem vibrava de alegria e hoje fico longamente objetivando uma humanidade tão desigual. E isso porque sou um ser humano que pretende escrever a própria história e reconhecer que, por vezes a resiliência em que tanto se fala e discute, também falha. Mas não sou contra vivermos cada dia um ser diferente, que procura reconstruir seu próprio mundo e sabermos que que não somos invulneráveis. Na descrição de meus sentimentos, sei o quanto sou frágil em certas situações e, portanto, é mesmo o dia a dia que é importante para que possamos nos levantar e ressurgir das cinzas. Algumas vezes me aconteceu isso. E cheguei a reconstruir um muro que tentava me separar da realidade. Mas não é assim que a superação aparece, mas aos poucos, procurando ressignificar cada esperança, tristeza ou decisão. E no mesmo pacote ir assumindo as minhas escolhas. Rir quando tenho vontade, chorar quando é necessário, isolar-me quando precisar da solidão para me reerguer, estar junto nas intempéries da vida em que poderei ajudar alguém, e não esquecer jamais de atentar para meus próprios erros e tirar deles um ensinamento. Já falei sobre o sentido da vida em outros textos e devo continuar atenta, para não esperdiçar o valor de cada conclusão e para que possa chegar a vários desfechos necessários e saudáveis. Entre lembranças precoces de minha vida recordo-me perfeitamente das etapas importantes que contribuíram em minha formação e que apesar do tempo estão tatuadas em minha alma. Só assim ousaria ter chegado ao arremate de meus propósitos e saber o quanto isso é infindável.
Vânia Moreira Diniz



