Desde 01 de Março de 2022

REFLEXÕES DE JORNADA À SOMBRA DA AMENDOEIRA

Luiz Alberto Machado

Para tudo um outro lado: a chuva, o dia ensolarado.

Uma atrapalha o trânsito de quem está com pressa nas ruas alagadas, o outro radiante temperatura elevada ao suor de quase levar o juízo ao colapso de tão insuportável.

O tempo não para e a distância entre o objetivo e a satisfação, cada vez mais se complica diante de tantas dificuldades inventadas.

Assim caminha todo mundo: unilateral na vontade férrea e devastadora, apenas angustia e desespero.

Para evitar, os atalhos; receitas, métodos práticos ou regra geral e, num passe de mágica, o manual de instruções e tudo palatável e simples de dar certo. E não dá.  Aí é o fim do mundo. É a hora do chão não passa e, de soslaio, a íntima relação entre a vida e os paradoxos na correlação dos contrários: tudo está em interconexão.

A chuva irriga a Terra pra festa da Natureza; o Sol ilumina o real da vida.

O relógio parou e a noite na distância é visível: acende-se a vela e tudo passa… Períodos, fases e ciclos sucessivos e cumulativos, vivências, atitudes, pensamentos, experiências, sentimentos, ações e aprendizagens.

A chuva, o mormaço estiado.

O que penso e sei não responde por tudo, dúvidas à estaca zero.

Descubro-me finito na infinitude, menor que a mim mesmo, maior do que previra. Alguma coisa me diz e não entende, então, não me diz nada. Mais um, pode ser. E se não sei, também não quer dizer nada: compreendo, afinal. Penso e medito. Cada qual sua intuição: o fenômeno e a percepção – a cabeça e o coração diante do visinvisível: tudo acontece, embora quase eu nem saiba. Nem veja, muito menos me dê conta.

No trâmite da trajetória, altos e baixos, extrema rapidez ou estagnação: a transitoriedade, o instável de tudo, coisas incompreensivelmente desconexas e subjacentes, duas que dão noutras, são mais tantas e se combinam e recombinam na contínua transformação, sem retorno ao passado nem presente estático, perdido entre outras e muitas.

A tempestade, o chão esturricado. E não só: ventanias, insolações.

Vivo e voo para concatenar turbulências: autoconfiança exige coragem e apreender.

Se fecho os olhos, parece que não vejo nada: a vida e todas as coisas no mesmo lugar de sempre, o benestrófico ubíquo diante da contrariedade das quedas e remorsos pelos vazios abissais de si.

É preciso seguir, persistir e perseverar: consciência elevada – como a radiação de uma vela acesa, o fruto na árvore, o conteúdo de um livro: indistintamente. Tem muito mais.

Ah, qual melhor? Não sei. Todas válidas. Até as descartadas. Então, cada qual compreenda por si e dê o primeiro passo: escolher o caminho, seguir adiante, degrau por degrau, passo a passo e voo.

Apesar de só, não há solidão: somo todos UM. © Luiz Alberto Machado.

Veja mais acessando: https://blogdotataritaritata.blogspot.com/

Compartilhar Artigo:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

RELACIONADOS

Você também pode gostar

Palavras de Ana Peluso

Há  anos recebi de minha grande amiga Ana Peluso uma crítica de um dos meus livros. Ela foi enviada nas lembranças do facebook e me