A primavera está aí. Linda, clara, com o sol quente, que nos preserva de tristezas e nos ensina a viver o triste com alegria. E a sorrir mesmo chorando. É nesse exato momento que estou. Não me importo de desnudar minha alma. Eu faço isso desde muito pequena quando descobri a escritora dentro de mim.
Além do amor à escrita em todas as suas facetas ela também me gratifica porque é uma autoterapia. Vivi muito entre psiquiatras, psicólogos ou pessoas que conduzem a o emocional. E escrever para mim me condiciona a soerguer-me em momentos muito dolorosos. E não reconheceríamos as alegrias se não existissem tristezas.
Não estou triste, mas passando por momentos difíceis o que não me impedem de viver acontecimentos felizes. E a primavera me faz bem em qualquer época. Sou filha da primavera porque vim ao mundo na plenitude dessa estação maravilhosa.
Posso dizer que a natureza me dá força e quando abro a cortina pela manhã e vejo tanta beleza, seria até um contraste não receber com um sorriso de agradecimento esse mundo que nos hospeda com tudo que foi criada e eu automaticamente imagino que seria uma ingratidão. E tenho que também agradecer respeitosamente porque nasci numa família que me amou, foram mestres na acepção da palavra e acho que aprendi com eles a interpretar a palavra amor, solidariedade, e e a olhar suavemente para alguém que estivesse sofrendo. Ensinaram-me também que às vezes ao ajudar quem precisa de uma palavra ou um sorriso só trará benefícios para suavizar nossa própria dor. E não só falaram, mas mostravam isso tudo pelo exemplo. E a minha gratidão me conduz a esses caminhos.
Na verdade devo ainda agradecer ter sido orientada em todos os momentos da minha infância e terem me ensinado o valor das palavras, dos livros e do aprendizado sadio.
Aqui fico eu num momento difícil, mas não infeliz porque a vida mesmo nessa fase está me premiando com concretizações sonhadas e vividas.
Vânia Moreira Diniz
Conteúdo atualizado pela equipe Essenciar



