A velhice tornou-se, inegavelmente, um tema central na atualidade. Nas redes sociais, assistimos a um triste espetáculo onde figuras da mídia ou artistas são expostas a comentários depreciativos, frequentemente em montagens desrespeitosas. O que mais choca é a forma como essas opiniões medíocres atacam, revelando uma maldade gratuita e banal.
O que particularmente entristece é observar que a maioria dessas pessoas, em busca de validação e curtidas, não apenas destila comentários cruéis, mas também massacra a língua portuguesa. Na verdade, o que esses indivíduos realmente necessitam é de mais leitura, aprimoramento em ortografia e busca por conhecimento para que possam se expressar de forma coerente e construtiva.
O etarismo – o preconceito contra a idade – é impulsionado por uma cegueira: as pessoas não refletem que, diante do aumento da população idosa, seguirão o mesmo caminho senão falecerem precocemente. Elas ignoram a magnífica sabedoria que reside em muitas das pessoas que estão ali sendo julgadas.
Felizmente, existem contrapontos inspiradores. Ao mesmo tempo, temos programas e entrevistas que deveriam ser assistidos, dado o elevado grau de conhecimento que oferecem.
Recentemente, assisti a uma entrevista com a psicóloga, pedagoga e mestre em gerontologia social, Suely Tonarque, de 74 anos. Ela combate o preconceito desde os 55, desafiando os padrões impostos sobre o envelhecimento. Atualmente, com livros publicados, é fundadora, ao lado da irmã Duda, de uma marca de roupas para um envelhecimento de qualidade. O que achei sensacional foi sua declaração: “Aceito minha velhice.” Fiquei profundamente encantada com a entrevista e seu notável carisma. Sua irmã cria as vestimentas, enquanto Suely, com seus livros, vasto conhecimento e um padrão cultural realmente incrível, faz o marketing da empresa. Ela também escreve para diversas publicações, tornando sua vida extraordinariamente útil.
É lamentável que muitos que se engajam em ataques vazios nas redes não dediquem esse tempo a uma reflexão sobre o aprimoramento pessoal. Eles poderiam aproveitar as horas ociosas para buscar o desenvolvimento, cultivando a generosidade e um olhar mais humanizado para a vida..
Vânia Moreira Diniz
Conteúdo atualizado pela equipe Essenciar



