Se Deus me desse a oportunidade de recomeçar a vida, antes de qualquer coisa, eu preservaria minha alma de certos embates. Não daria ouvidos às opiniões daqueles que se julgam sabichões, e continuaria a viver num mundo onde os desafios não apenas me proporcionassem oportunidades de competir de forma saudável, mas também me transformassem em uma pessoa resiliente. Eu não me preocuparia com os detalhes da vida alheia, a não ser que alguém me procurasse para desabafar e abrir a alma.
Desejaria continuar sensível, mas aprenderia a dizer “não” em certas ocasiões. Seguiria escrevendo e lendo, sempre estimulada por novos pensamentos, teorias e um aprendizado que me possibilitaria ir em busca de caminhos novos e importantes. Sorriria com mais frequência, principalmente para as pessoas que estivessem precisando de estímulos para suas dores. Procuraria entender com mais facilidade uma palavra áspera, buscando compreender os motivos que levaram a ela, em vez de apenas reagir. Prosseguiria desejando a felicidade verdadeira para todos que me cercassem e declararia o sentimento a todos que eu amasse. Procuraria ser mais paciente, mais compreensiva, aprimorando a arte de me tornar uma pessoa melhor, e nunca esqueceria que devemos sempre nos colocar no lugar de alguém que está passando por algum sofrimento.
Seria altruísta, solidária e generosa nos momentos cruciais, e jamais praticaria o egoísmo. Que meu olhar fosse sempre ameno em situações difíceis, nunca indiferente. Agradeceria a permanência neste planeta e faria com que meus atos dignificassem a todos que convivem comigo. Renunciaria a qualquer pensamento de discórdia e semearia a paz, a serenidade e o perdão. Praticaria o meu melhor, sempre e infinitamente. Porque, no fundo, ser quem eu verdadeiramente almejo seria a mais sublime forma de gratidão pela vida e o legado mais autêntico que poderia deixar.
Vânia Moreira Diniz
Conteúdo atualizado pela equipe Essenciar



