Desde 01 de Março de 2022

SE NADA ACONTECESSE, NADA VALERIA!

Luiz Alberto Machado

Quando parece que o mundo desabou – como se a vida desse uma de Hércules com a gente: Nec plus ultra, lascou.
Ou como o Corvo de Poe no ombro: Never more…
Ih! Aí a gente vê o aperto espremendo o rabo entre as pernas: o horizonte encolheu, virou uma fresta de nadinha de não dar pra passar nem invisível.
É na hora que se sente uma ilha arrodeada de uma grande escaramuça por todos os lados e, por resultado, ficar pulando num pé só na maior prova de fogo. Imaginou?
Não adianta cortar pra dezoito que quando o entretido passa, a dor é mais arrepiada. Melhor botar o pé no chão: se perdeu todas as divisas e passou de cavalo pra burro atravessando o rubicão, não adianta perder o rebolado, melhor é cantar: levanta, sacode a poeira e dá volta por cima.
Ah, mas tá difícil, né? E vai ficar submerso em abnegados padecimentos, afinando o cocoruto na boleia da situação? Ah, sei. Limpou a vista, o dia virou noite e só restou tirar fino nas broncas e nas tocaias, só no fio da meada. Apois, tá.
Compreendo que quando a gente se vê na lona, todo mundo vira um pasquino para meter a colher na nossa vida pregressa – parece mais que erramos em tudo na vida -, e a língua afiadíssima bem no meio das nossas feridas supuradas.
Hummmm! Dói, e como dói.
E, ainda, ficam apontando que a gente perdeu o bonde pros gozadores parvenus em festa – os que são, muitas vezes, meros privilegiados dos propinodutos de gatunildos e ladronacios.
Passam tudo na cara: – Olhe lá, não vá amarrar seu cilício com as suas disciplinas, afinal cuspiu pra cima e não saiu, o cuspe na cara caiu. Ou você cospe no prato que come?
Mexem com o nosso brio, reduzem a honra e, ainda por cima, parece mais que estão felizes com nosso farol baixo.
Dói, fazer o quê? Passar esponja? Largar de mão e jogar favas no chão? Passar sebo nas canelas pra dar uma de Vila-Diogo com as calças na mão? Tais conversando?
Não seria melhor avaliar: o mundo está todo errado ou é a gente que errou o beco segurando o equívoco com o umbigo na mão? O mundo precisa mudar ou somos nós que precisamos rever nossas ideias, comportamentos e condutas? O mundo precisaria mesmo ficar do jeito que a gente quer só pra nos agradara, é?
Vamos levar uma real: a vida é uma vitória! Duvida? Pois, é.
Levando em conta quantos espermatozoides perderam a viagem pra um da gente, exclusivamente, chegar no óvulo, hem?
A coisa mudou de figura, num foi?
A sorte está lançada!
Ao invés da gente procurar mudar os outros, se achar melhor que os outros, por que não revemos tudo de nós mesmos pra ver se não é a gente que precisa dar uma profunda analisada acerca do verdadeiro sentido da vida?
Já pensou numa repaginada, jogar fora o que foi página virada, respirar fundo, encher os peitos, passar sebo nas canelas, esticar-se, chamar no muque: Agora é comigo!
Do pinote ao escorregão, a gente vai mandando ver: vivendo e tomando tino!
Levanta a venta, coluna empinada, peito estufado, o momento é agora, amanhã é outro dia. Tá pra você?
Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá.

© Luiz Alberto Machado. Veja mais acessando: https://blogdotataritaritata.blogspot.com/

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