Desde 01 de Março de 2022

06) Recordações da Infância e da Adolescência

Há um tempo em que a vida cabe inteira na extensão de um quintal, no mistério de um livro antigo encontrado na biblioteca do pai ou no som das primeiras palavras desenhadas no papel. Voltar a esse tempo é mais do que recordar; é revisitar o próprio princípio de quem sou. Este caderno guarda as memórias do tempo em que o mundo cabia nos meus olhos de menina. Nele, assino com a essência de minhas origens — Vânia Arraes Moreira —, unindo a infância que me formou à trajetória que construí como Vânia Moreira Diniz.

I. O Despertar do Mundo
As primeiras lembranças trazem sempre a textura do aconchego. A infância corre mansa entre os recantos do Rio de Janeiro, embalada pelo murmúrio do mar distante e pela segurança dos dias sem pressa.

O Quintal e as Horas: Onde o tempo não tinha ponteiros, mas cheiro de terra molhada, tardes ensolaradas e o som de vozes queridas que construíam o alicerce do afeto.

A Descoberta da Leitura: Os primeiros livros folheados com curiosidade, revelando mundos mágicos e acendendo a centelha da palavra escrita que cedo se faria destino.

Os Passos Protegidos: A presença discreta e firme da família, o carinho protetor e os primeiros contornos de um olhar sensível sobre a vida.

II. Os Sinais da Adolescência
A adolescência chega como uma brisa que agita as cortinas, trazendo o despertar de novos horizontes, as indagações silenciosas e a poesia que começava a pedir passagem no papel.

O Eco dos Sonhos: Entre os estudos, as amizades fiéis e os primeiros diários, a certeza de que o mundo era vasto e cheio de significados a serem decifrados.

A Arte em Cena: O teatro na juventude, vivendo personagens e emoções nos palcos de clubes tradicionais, descobrindo na arte mais uma forma de habitar a alma.

A Escrita Íntima: Os cadernos guardados a sete chaves, onde os sentimentos ganhavam contorno de verso e a literatura se tornava a companhia de todas as horas.

Entre o passado que me formou e o presente que continuo escrevendo, estas linhas são o fio invisível que une a menina de ontem à mulher que sou, conduzindo-me, passo a passo, até a maturidade que hoje abraço com serenidade.

Vânia Moreira Diniz (Vânia ArraesMoreira)

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