Desde 01 de Março de 2022

O dia em que nasci

Hoje é um dia aparentemente comum, uma terça-feira da semana, e sigo imersa em meus próprios afazeres. Contudo, no íntimo do meu ser, ao despertar, lembrei-me de que há muitos e muitos anos minha mãe me trazia ao mundo.

O que posso, neste instante, expressar a ela? Não há palavras suficientes para manifestar minha gratidão aos meus pais por terem permitido que eu viesse a nascer e pudesse sentir aquele oxigênio que me fez chorar e que, um dia, me impulsionará a voar para uma dimensão que nem sequer imagino. Eles, em um ato de amor incalculável, me permitiram ingressar neste vasto espaço, ser parte da natureza e desenvolver raízes que me sustentam até hoje, dando-me a chance de experimentar a vida em sua totalidade. Por isso, a eles que me deram o dom da existência, dirijo meu primeiro pensamento. Nada disso seria possível sem esse sublime gesto de amor e sem seus cuidados que me garantiram a sobrevivência e a possibilidade de trilhar meu caminho.

Ao nascer, somos completamente indefesos e necessitamos, a cada etapa, que alguém se dedique integralmente para que possamos nos desenvolver.

Desde então, muita coisa se desenrolou: uma infância feliz, uma adolescência turbulenta e irrequieta e um caminhar ora vibrante, ora mais sereno, conforme as fases que atravessei, mas efetivamente nunca completamente tranquilo

Meu inconsciente evoca agora incontáveis fatos, e minha mente direciona esse fluxo de recordações, pois é imperativo recordar. Como afirmava um poeta amigo: “As lembranças são a chave do presente”.  Sem elas, não podemos nos identificar plenamente ou desfrutar da jornada da vida a cada passo.

Desejo expressar minha profunda gratidão aos meus pais, à existência que me concederam, às oportunidades que me envolveram, ao conhecimento em mim cultivado, aos momentos em que me ensinaram a agradecer com um sorriso largo e às lágrimas que souberam me fazer compreender como necessárias. Todos os dias ofereço minha gratidão, mas especialmente nesta data, quando me presentearam como hóspede voluntária desse extraordinário planeta, o terceiro mais próximo do sol.

Vânia Moreira Diniz

Conteúdo atualizado pela equipe Essenciar

Compartilhar Artigo:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
RELACIONADOS

Você também pode gostar

SIMULACROS

Luiz Alberto Machado Falando comigo: sou umbigo nas paredes, todos & ninguém – o trâmite da solidão. Cansaço, murro em pontas de facas: o bloco

07) Couraças de Infância

Há portas no porão da memória que permanecem trancadas por décadas, até que uma chave invisível as abre de repente. Foi o que me aconteceu