Luiz Alberto Machado

Onde moro sou andejo e nem sempre é dia claro: depois das esquinas há sempre caminhos esturricados de lá e depois, cheio de antes, pouco ou muito às vezes e tão longe, poças e lembranças. As surpresas no apurado, tudo passa.
O que me dissera alguém antes de ontem quase esqueci, nem olvidei de todo. Posso dizer: quando menos se espera a vida acaba e cadê mais pra onde.
Ah, sim: festas de chegadas ou partidas, ali e acolá.
Mais fui e digo: pé atrás pisada firme o chão e a ideia antes fosse. Nenhum temor às horas minguantes, parece, por enquanto. Assuntar vale, nada vem de graça. Golpes não são bem vindos, pesa traição e covardia no peito aberto – a rua está cheia disso. Os olhos nem sempre dizem o que expressam, quantas vezes não foi.
Renasço no amanhecer todo dia, vou em frente. Ainda bem curvas pra lá e pra cá, aclives pras coisas escondidas, declives pro frio na barriga. Melhor ainda ter ido, não só apenas pra garantir a vida ao vento, sequer daria conta das cataratas de sangue do Taylor, dos meteoros aurigídeas ou mesmo do que vem depois, nem pesar o que foi feito ou deixou de fazer: os dias passam e eu voo.
Até mais ver.
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